Conteúdo

Taxa de condomínio: como reduzir?

taxa de condominio

Alto índice de desemprego, baixo poder aquisitivo: com a crise econômica, a demanda por corte de gastos também atinge em cheio o orçamento residencial, exigindo que síndicos e administradoras repensem seriamente a taxa de condomínio.

Se a redução no valor é necessária, também é um grande desafio. A lista de despesas condominiais é longa, envolvendo encargos, folha de pagamentos, manutenção, luz de áreas comuns, água, materiais de limpeza e mais.

De um modo geral, a média de gastos da conta condominial é estruturada da seguinte maneira:

– De 40 a 50% do valor é destinado aos custos com a folha de pagamento de funcionários;

– De 20 a 30% dos recursos são gastos com consumo de luz, gás, telefone e água;

– Cerca de 15% do orçamento é destinado para manutenção de elevadores, seguros diversos e bombas;

– Aproximadamente 10% da taxa de condomínio é direcionada para gastos administrativos, fundo de reserva, pequenos reparos e despesas bancárias.

Apesar do desafio, é possível lançar mão de ações eficientes para reduzir a taxa de condomínio em até 40%, minimizando também o nível de inadimplência. A seguir, listamos 6 dessas estratégias. Confira!

Reconsidere as horas extras e o quadro de funcionários

Como vimos na distribuição dos valores acima, os custos com funcionários e folhas de pagamento representa uma grande parcela das despesas, podendo chegar até 85% em determinados condomínios.

Uma primeira ação possível é buscar uma redução significativa de horas extras dos colaboradores, repensando a organização das horas extras de trabalho. Aderir a empresas terceirizadas (substituindo a contratação tradicional de pessoal)  e enxugar o quadro de funcionários também são possíveis alternativas.

Mudanças na gestão de pessoas do condomínio, ainda que pequenas, podem gerar um impacto considerável no orçamento. O importante, nesse processo, é estudar quais são as atividades essenciais para o funcionamento condominial e quais delas podem ser terceirizadas ou mesmo eliminadas.

Combata a inadimplência

Obviamente, os moradores inadimplentes são alguns dos maiores vilões do equilíbrio das contas e de uma possível redução na taxa de condomínio. Em tempos de crise econômica, mais do que nunca, vale a pena investir de forma mais assertiva em ações de combate direto ao problema.

Promover reuniões para negociação de dívidas, definir descontos para os condôminos que pagarem a taxa antes do prazo de vencimento e agilizar ações judiciais para casos específicos são estratégias muito indicadas.

Aposte na tecnologia de softwares para condomínio

Investir em sistemas inteligentes de gestão também pode representar uma economia significativa no orçamento mensal do condomínio. Isso porque softwares especializados no segmento reduzem gastos com papel e armazenamento, por exemplo, além de aumentar a produtividade substituindo processos manuais.

Automatização de 2º via de boletos (o que também colabora para a diminuição da inadimplência) e eliminação dos custos com folhas e impressão são algumas das vantagens econômicas da adoção da tecnologia na gestão.

Priorize a economia de água e energia elétrica

Este é o momento de, mais do que nunca, priorizar a economia de energia elétrica e de água do condomínio. Em um primeiro momento, o mais indicado é identificar possíveis focos de desperdício.

Para minimizar a conta de energia, saídas frequentes são apostar na programação dos elevadores e na instalação de sensores de presença nas áreas comuns do condomínio.

No que diz respeito à água, as ações básicas de economia incluem instalar redutores de vazão, buscar soluções de reaproveitamento de água da chuva e verificar possíveis vazamentos.

O ideal, porém, é instalar hidrômetros individuais no condomínio, visto que a medida estimula a economia de água no prédio como um todo e pode representar até 20% de redução na conta de água.

Realize manutenções preventivas

Se são um investimento em um primeiro momento, as manutenções preventivas representam – muita – economia a longo prazo. É fundamental que o condomínio implemente e mantenha uma agenda de manutenções, que saem muito mais em conta do que obras de reparação.

Alguns exemplos de manutenções importantes que devem incluir o planejamento do síndico ou administradora são:

– Bombas de água;

– Para-raios;

– Impermeabilização;

– Elevadores;

– Identificação de possíveis vazamentos.

Realize um orçamento anual

Planejar o orçamento anualmente é uma das estratégias mais eficientes para reduzir o valor da taxa de condomínio. O documento, afinal, possibilita prever todas as despesas do próximo ano.

Com a possibilidade de organizar e repensar os gastos que influenciam o valor da taxa, os gestores podem identificar fortes pontos de economia e reestruturação de despesas. Vale ressaltar que a tarefa demanda apoio especializado, o que geralmente acontece pela contratação de administradoras de condomínio.

Esperamos que as dicas façam uma diferença relevante na realidade do seu condomínio. Bom trabalho e boas economias!

Leia mais:

Como um plano de manutenção preventiva pode reduzir gastos no condomínio?

Inadimplência em condomínios: 6 passos para evitar o problema

5 erros comuns ao optar pela terceirização de serviços em condomínios


Categorias:

Por dentro do mercado

Receba notícias, artigos, e-Books, releases, webinars e as últimas novidades que vão beneficiar - e muito - a sua gestão.