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7 coisas que todo síndico precisa saber sobre inspeção predial

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Índice

Inspeção predial: a expressão, que dá nome à verificação profissional das condições de manutenção e de uso das edificações, é um dos principais conceitos do vocabulário de todo síndico.

Vale a pena destacar que a inspeção esteve, durante muito tempo, associada à reparação e à remediação de estruturas mais antigas, buscando adequá-las às normas de segurança. É o caso de empresas que, após a avaliação profissional do prédio, são contratadas para consertar anomalias de construção.

Nos dias de hoje, porém, a conversa é outra: a inspeção predial está muito mais focada na prevenção de problemas, evitando grandes despesas e dores de cabeça como infiltrações, problemas elétricos/hidráulicos e demais imprevistos.

Inspeção predial: 7 coisas que você precisa saber na gestão de condomínios

1- O assunto está cada vez mais em alta

Dedicando-se à análise dos possíveis riscos aos quais as edificações estão vulneráveis e ao atendimento de regras importantes (como as novas normas técnicas da ABNT – NBR 15.575 e NBR 5674), o tópico da inspeção predial tem se tornado uma preocupação cada vez mais urgente por parte de síndicos e administradoras.

De fato, o tema tem despertado um interesse crescente na sociedade como um todo, assim como na comunidade técnica e no meio da gestão condominial.

Essa avaliação, afinal de contas, possibilita o melhor uso dos imóveis, mais qualidade nas condições de moradia e a prevenção de sérios acidentes (inclusive com vítimas fatais) nas edificações.

2- A inspeção predial é lei em diversos municípios!

É fundamental enfatizar: a inspeção predial não é apenas uma recomendação informal ou simples bom senso, mas uma questão de legislação.

É importante ter em mente, no entanto, que não há uma lei federal da inspeção predial. Estados e municípios têm autonomia para determinar as práticas obrigatórias na sua região.

Porém, vale a pena mencionar que a legislação, de maneira geral, solicita a realização da vistoria profissional do prédio e o posterior Laudo de Inspeção Predial (IP).

Em determinadas localidades, o laudo (que segue a norma ABNT NBR 13752)  deve ser apresentado na prefeitura ou em órgão indicado pela mesma.

3- A realização da inspeção predial pode ser classificada em 3 níveis

É possível classificar o processo de realização da inspeção em 3 diferentes níveis. Acompanhe:

  • 1° Nível: é a fase de identificar e analisar as falhas e anomalias aparentes na edificação;
  • 2º Nível: variados profissionais (de diferentes áreas de atuação) vão realizar uma avaliação mais rica em detalhes com o uso de equipamentos específicos.Há, ainda, a análise cuidadosa de documentos técnicos para conhecer a gravidade dos problemas com mais profundidade;
  • 3º Nível: nessa etapa, temos o 2º nível de inspeção acrescido de um estudo ainda mais detalhado da edificação, com o objetivo de notificar as anomalias aparentes e também ocultas. Mais uma vez, há o uso de aparelhos e equipamentos, além de testes locais e laboratoriais (que envolvem a participação de profissionais de diferentes ramos.

Leia Mais: Entenda a importância de revisar os contratos de manutenção predial

4- Há uma boa variedade de equipamentos e sistemas a serem inspecionados

Dentre os elementos que devem ser avaliados por profissionais na inspeção predial, podemos incluir:

  • Sistemas de vedação externos e internos;
  • Itens estruturais aparentes;
  • Revestimentos (inclusive as fachadas);
  • Sistemas de impermeabilização, incluindo infiltrações;
  • Esquadrias;
  • Instalações hidráulicas (referentes a gás, esgoto sanitário, reuso de água, águas da chuva, água quente e água fria);
  • Geradores da edificação;
  • Sistema elétrico;
  • Elevadores;
  • Equipamentos de combate a incêndios;
  • Para-raios;
  • Estrutura de acessibilidade;
  • Cobertura do condomínio (calhas, telhados etc).

5- Existem 4 normas técnicas envolvidas no processo de inspeção

Como já mencionamos, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) regula a realização da inspeção predial. São 4 normas envolvidas no processo:

  • NBR 16.280: dispõe sobre a Reforma em Edificações e os requisitos para o sistema de Gestão de Reformas;
  • NBR 15.575: aborda o Desempenho de Edificações Habitacionais;
  • NBR 14. 037: trata das Diretrizes para Elaboração de Manuais de uso, Manutenção e Operação das Edificações, assim como dos Requisitos para Elaboração e Apresentação dos Conteúdos;
  • NBR 5.674: regula os requisitos para o sistema de gestão de manutenção, abordando o tópico da Manutenção de Edificações.

6- Existe uma frequência certa para a realização da inspeção predial

Não custa lembrar: a inspeção predial precisa ser realizada de tempos em tempos para garantir a integridade da estrutura e a segurança de moradores e funcionários do condomínio.

Nesse sentido, síndicos e administradoras devem ter em mente que a periodicidade da inspeção tem a ver com a idade da edificação em questão. Confira:

  • Condomínios e Edifícios com até 20 anos de existência: o ideal é realizar a inspeção a cada 5 anos.
  • Condomínios e Edifícios com 20 a 30 anos de existência: o ideal é realizar a inspeção a cada 3 anos.
  • Condomínios e Edifícios com 30 a 50 anos de existência: o ideal é realizar a inspeção a cada 2 anos.
  • Condomínios e Edifícios com mais de 50 anos de existência: a inspeção deve ser realizada anualmente.

7-A inspeção pode verificar diferentes graus de risco nas edificações

A depender do nível do problema ou anomalia apresentados pela edificação, os graus de risco podem ser classificados da seguinte maneira:

  • Grau Crítico: como o termo já dá a entender, este é é o nível mais grave de problemas com a estrutura do edifício/condomínio. Aqui, os riscos podem representar até mesmo risco à saúde das pessoas que moram ou frequentam o local. Há grande depreciação do imóvel e ações imediatas são necessárias.

 

  • Grau Regular: nesse nível, há danos consideráveis (mas não drásticos) na estrutura da edificação. Recomenda-se algumas ações corretivas a curto prazo.

 

  • Grau Mínimo: acontece quando os problemas identificados não se repetem e/ou não oferecem riscos à estabilidade e segurança de todos. Nessa situação, o recomendado é fazer intervenções e planejar ações a médio prazo.

Além dos benefícios óbvios, a inspeção predial fornece uma visão estratégica e sistematizada do condomínio ao síndico. Afinal de contas, o processo envolve uma equipe com profissionais de diferentes áreas que realizam um verdadeiro diagnóstico da saúde do edifício.

Seu condomínio está em dia com a inspeção predial? Esperamos que as informações sejam úteis e te ajudem na adequada conservação do condomínio!

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