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Cobrança registrada: tudo o que você precisa saber

Algumas mudanças precisam ser feitas no processo de emissão de boletos, já que serão feitos pela carteira registrada. Confira algumas dessas mudanças.
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Índice

Estava previsto para o fim de 2016 o prazo para migrar da carteira sem registro para a cobrança registrada. Ainda neste ano, as emissões dos boletos deverão ser feitas pela carteira registrada. Para isso, serão necessárias algumas adaptações.

No início, o novo processo pode parecer complicado, mas fique tranquilo: isso pode ser uma ótima notícia tanto para o seu cliente quanto para você.

Para começar a emitir boletos registrados, é necessário realizar o processo de homologação bancária, que fornece mais segurança para o seu processo de cobrança e mais praticidade para o seu cliente.

Confira abaixo algumas dicas para que essa transição ocorra de maneira tranquila em sua administração!

Neste post, vamos falar sobre:

  • A nova plataforma de cobrança;
  • Boleto registrado;
  • O que é CNAB?;
  • Boleto sem registro.

Nova plataforma de cobrança registrada

Desde o início deste mês de janeiro, a Febraban começou a implantar uma nova plataforma para modernizar o processo de liquidação e compensação dos boletos bancários, o que aumentará a segurança.

Segundo pesquisa realizada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) cerca de 3,7 bilhões de boletos são pagos por ano no Brasil – sendo que 60% deles são registrados.

A nova plataforma veio da necessidade de combater prejuízos com fraudes e inconsistências nos boletos não registrados.

A mudança nas regras foi divulgada em 2015 e o projeto foi implementado em etapas, sendo elas:

  • Junho de 2015 – Fim de oferta (pelos bancos) da cobrança sem registro para clientes novos;
  • Agosto de 2015 – Início da operação da base centralizadora de benefícios;
  • Dezembro de 2016 – Término da migração das carteiras de cobrança sem registro para a modalidade registrada;
  • Janeiro de 2017 – Início da operação da base centralizadora de títulos.

Atualmente, o projeto se encontra na última fase, que é o início da operação da nova plataforma.

Enfim, o que é o boleto registrado?

Todo boleto emitido de forma registrada traz a necessidade de um arquivo remessa ao banco.

É este arquivo que registra o boleto junto  à instituição financeira e fornece todas as informações da cobrança como o valor, vencimento, código do boleto, CPF ou CNPJ.

O ideal é que você possua um software especializado, que emita esse arquivo e agilize o seu processo de homologação, de forma segura e confiável.

A cobrança registrada possibilita que o seu banco proteste a dívida em caso de não pagamento (com autorização do cedente). Entretanto, esse tipo de cobrança sai mais caro, devido à taxa por boleto emitido, sendo o pagamento efetuado ou não.

O boleto registrado geralmente é utilizado por empresas que fornecem um serviço recorrente como administradoras de condomínios.

Utilizar boletos registrados é uma ótima maneira para diminuir a inadimplência em seu condomínio, uma vez que o boleto possui validade para protesto.

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O que é o CNAB e para que ele serve?

O processo de emissão de boletos é composto de diversas etapas, que devem ser seguidas corretamente para evitar erros.

Existem várias formas de emitir boletos e é necessária uma maneira de trocar as informações do seu sistema com o banco.

Digamos que você possui um software de gestão especializado e emita seus boletos através dele. Como o banco pode conferir se as informações dos seus boletos estão de acordo com o padrão?

É aí que entra o CNAB (Centro Nacional de Automação Bancária), que permite a troca dessas informações.

Após a emissão dos seus boletos é necessária a geração de um arquivo de remessa, que nada mais é que um arquivo de texto com colunas determinadas pela Febraban.

Como cada banco possui um modelo de boleto diferente, o CNAB fornece um padrão para facilitar a transmissão das informações entre o seu sistema de gestão e o banco.

Atualmente, existem dois tipos de arquivos CNAB, são eles:

  • CNAB 400
  • CNAB 240

Os  sistemas da Group Software  Condomínio21 e Imobiliária21 possuem o módulo CNAB – o que facilita e agiliza a gestão das propriedades e a emissão dos boletos.

É importante alinhar as informações com o seu banco, para inserir as informações corretas no seu sistema e não errar na hora de emitir os boletos.

Quais são as vantagens do boleto registrado?

A cobrança registrada pode ser mais cara, porém conta com algumas vantagens como:

  • Melhor gestão da carteira (por ter dados completos, fica fácil saber quem pagou e o que pagou);
  • Mais praticidade para relatórios administrativos e de gestão;
  • Possibilidade de pagamento em qualquer agência após o vencimento.

O que era o boleto sem registro?

O boleto sem registro (ou cobrança sem registro) era todo boleto emitido e enviado diretamente para o cliente efetuar o pagamento.

Como o boleto ia diretamente para o cliente, o banco não possuía nenhuma informação do documento e nem sabia de sua existência.

Após até dois dias úteis do pagamento efetuado pelo cliente, o dinheiro era depositado para a empresa, e a taxa referente ao boleto só era paga em caso de quitação do documento.

Desvantagens do boleto sem registro

  • Menos segurança (o boleto não servia para contestação da dívida);
  • Possibilidade de fraude, utilizando vírus de computador.

Conclusão

A cobrança registrada oferece maior segurança ao emissor do boleto, apesar do preço não tão favorável.

É importante sempre checar as condições do seu banco, para ajustar o controle do uso de boletos de uma forma que não impactará na performance da administração do seu condomínio.

Durante o processo de transição  a rotina pode ser um pouco complicada, afinal ainda há poucas informações sobre como a plataforma funcionará na prática.

O importante é analisar o que essa mudança pode trazer de positivo para a sua administração e ajustar a sua rotina de acordo com as novas regras.

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