O relatório financeiro para condomínios é um documento essencial da prestação de contas condominial. Ele é usado para manter alinhada a comunicação com os clientes e acompanhar a saúde financeira de cada condomínio.
Para administradoras, esse documento auxilia na tomada de decisão, ajuda a manter a transparência com os síndicos e conselhos e permite padronizar a gestão financeira.
Por isso, é preciso saber o que não pode faltar, como receitas, despesas, inadimplência e saldo. Também é necessário entender quais são os principais pontos de atenção na construção do relatório, além de fazer a análise exata dos dados obtidos.
Quer saber mais sobre como elaborar um relatório que seja realmente preciso e sirva de base para a administração da unidade condominial? Neste artigo, explicaremos os principais pontos que você precisa saber.
O que é um relatório financeiro para condomínios?
Um relatório financeiro para condomínios é um documento contábil que resume todas as receitas, despesas, saldos, fundos e demais movimentações de dinheiro do empreendimento em determinado período, geralmente mensal ou anual.
Seu foco está na transparência e prestação de contas aos condôminos, diferente dos relatórios empresariais genéricos voltados a lucro, impostos e indicadores de negócio mais complexos.
Esse relatório costuma trazer informações como saldo inicial e final do período, receitas (como cotas, multas e receitas extras), despesas detalhadas, movimentação e saldo do fundo de reserva e extratos bancários que comprovam cada lançamento.
Os principais tipos são:
- balancete sintético, que resume receitas, despesas e saldos;
- demonstrativo financeiro detalhado, que aprofunda contas, centros de custo e períodos;
- relatório de inadimplentes, com número de unidades em atraso, valores em aberto e acordos;
- conjunto de comprovantes de despesas, com notas fiscais, faturas e recibos que dão lastro a cada pagamento.
Como fazer um relatório financeiro para condomínios?
Para fazer um relatório financeiro de condomínio, a administradora deve consolidar, em um mês ou um ano, todas as receitas, despesas, saldos de contas, movimentação de fundo de reserva e extratos bancários, apresentando de forma organizada os números que mostram a situação financeira do condomínio e servem de base para a prestação de contas em assembleia.
O relatório mensal traz o “dia a dia” do caixa, com entradas e saídas do mês anterior, taxas em atraso, multas, saldo do fundo de reserva e saldos bancários. Isso facilita o controle contínuo e permite a correção rápida de desvios.
Já o anual (ou demonstrativo do exercício) consolida o ano inteiro, compara com o orçamento, analisa variações de custos e serve de peça principal para aprovação de contas e definição da taxa condominial futura, sendo obrigação do síndico apresentá-lo à assembleia, de acordo com o Código Civil (art. 1.348, VIII).
Confira a seguir um breve passo a passo para gerar esse relatório de forma eficiente:
- coleta e organização de documentos: reúna boletos pagos, comprovantes de receitas, notas fiscais, contratos, folhas de pagamento, extratos bancários e planilhas do período, separando por mês e por tipo de conta;
- registro e detalhamento: lance todas as receitas e despesas em sistema ou planilha, classificando por categoria e vinculando cada lançamento ao respectivo comprovante;
- elaboração do relatório: gere o demonstrativo com saldo inicial, total de receitas, total de despesas, saldo do fundo de reserva, saldo final em cada conta bancária e, se possível, relatórios complementares;
- apresentação e aprovação: monte a pasta de prestação de contas com relatórios e comprovantes, disponibilize aos condôminos ou ao conselho com antecedência e apresente em assembleia para análise, esclarecimentos e deliberação sobre aprovação das contas.

Dicas práticas para fazer o relatório financeiro de um condomínio
Confira, a seguir, algumas dicas para realizar um relatório financeiro que efetivamente ajude na prestação de contas. Essas dicas se aplicam à rotina das administradoras de condomínios, e cobrem desde a organização dos dados financeiros até a apresentação final.
Centralize e uniformize as informações
Gerar relatórios pode se tornar uma tarefa quase impossível quando os dados necessários estão dispersos em planilhas e documentos diferentes. Por isso, o primeiro passo para otimizar a geração de relatórios financeiros é manter os dados sempre centralizados e registrados em categorias uniformes.
Assim, quando chegar a hora de montar balancetes ou painéis de inadimplência, por exemplo, a simples aplicação de filtros pode concluir em minutos uma tarefa que poderia levar horas.
Também é importante pensar que um relatório isolado não significa nada. Além de servir para a conferência de despesas e receitas, também têm de ser comparáveis para que análises posteriores indiquem possibilidades de melhoria.
Simplifique a linguagem e crie hierarquias
Síndicos, integrantes do conselho e condôminos nem sempre são familiarizados com o vocabulário próprio da contabilidade. Evite usar termos muito técnicos e hierarquize as informações: o que é mais relevante deve ficar em evidência.
Lembre-se de que os relatórios são uma forma de comunicação transparente com os clientes: informações confusas e mal amarradas podem ter o efeito contrário e levantar suspeitas desnecessárias.
Automatize processos
A era da automatização já é um caminho sem volta. Hoje em dia, a tecnologia aparece como uma das principais aliadas para que a gestão financeira seja feita com sucesso.
Nesse contexto, softwares baseados em inteligência artificial, business intelligence, cloud computing, entre outros, se tornam ferramentas que permitem ao administrador do condomínio conhecer toda a área financeira do seu condomínio.
Para que isso seja feito, é fundamental contar com uma empresa especializada no assunto que ofereça a melhor solução tecnológica para seu negócio. As possibilidades de automatização são várias:
- conciliação bancária automatizada: emissão de alertas em caso de inconformidade;
- controle da inadimplência: reunião e cálculos automáticos de informações como juros e honorários;
- baixa automática: de títulos de cobrança, com conferência de valores de forma instantânea: títulos com pagamentos abaixo ou acima do valor não são contabilizados.
Reduza possibilidade de erros
Informações equivocadas geram muita dor de cabeça, especialmente em áreas delicadas como a gestão financeira. Investir em soluções que reduzam a possibilidade de erros sem sobrecarregar a equipe pode ser a saída para que equívocos no cadastro ou saldos divergentes não passem batido.
Utilize os dados a seu favor
Processos automatizados tendem a ser uma grande potência para a gestão financeira em decorrência da geração e leitura de informações. Eles servem para justamente indicar quais são os principais pontos de atenção.
A partir do momento em que se tem tais dados em mãos, é hora de dar início a ações mais certeiras para o condomínio. Quanto melhores forem as soluções tecnológicas, maior será a exatidão da interpretação dos números obtidos.
O sistema financeiro é, antes de mais nada, um suporte para o planejamento de ações e o gestor só poderá fazer o planejamento quando houver informações de base para a realização.
Invista na capacitação dos usuários
Quanto melhor for o aprendizado da usabilidade das ferramentas, melhor será o aproveitamento delas para a construção do relatório financeiro. Sendo assim, busque por formas de se capacitar constantemente.
Desde o cumprimento de metas até a análise dos dados, o conhecimento aprofundado torna o relatório financeiro um instrumento para a gestão do negócio. Do contrário, todo aquele aparato em mãos não terá nenhum tipo de aproveitamento.
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Relatório financeiro para condomínios: garanta transparência e eficiência na gestão
A geração de um relatório financeiro para condomínios preciso é a base da confiança entre administradora, síndico e condôminos.
Nesse sentido, seguir boas práticas, como centralização, automação e linguagem clara, e usar ferramentas adequadas é capaz de transformar completamente a gestão condominial. Porém, a adoção dessas boas práticas só se sustenta na rotina se for apoiada por tecnologia especializada.
Problemas comuns enfrentados pelas administradoras, como o tempo gasto com planilhas, o risco de erros e a dificuldade de prestar contas com eficiência e transparência exigem uma solução profissional como o Group Condomínios.
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Perguntas frequentes sobre relatório financeiro para condomínios
E aí, você ainda tem dúvidas sobre esse tema tão importante? Então confira se elas estão respondidas a seguir.
O relatório financeiro para condomínios é um documento abrangente de prestação de contas que consolida todas as movimentações financeiras do período, enquanto o balancete é um resumo contábil mais objetivo e padronizado.
O relatório financeiro para condomínios deve ser apresentado obrigatoriamente pelo menos uma vez por ano, durante a Assembleia Geral Ordinária, segundo o art. 1.348, inciso VIII, do Código Civil brasileiro.
Balancete financeiro com receitas e despesas detalhadas, notas fiscais e recibos de pagamentos, extratos bancários da conta do condomínio, comprovantes de folha de pagamento e tributos, demonstrativo do fundo de reserva e obras e relatório de inadimplentes.
A melhor forma de garantir que não haja erros no relatório financeiro é com o auxílio da tecnologia. A administradora pode utilizar um software de gestão condominial que gere relatório automáticos para evitar falhas humanas.






